Esse tópico visa, de forma mais objetiva e simplificada, à contextualização temporal, política e econômica do mundo em especial na Alemanha, onde surgiu o movimento antissemita conhecido como Nazismo.
Com o final da 1ª Guerra Mundial, o Kaiser Guilherme II abdicou do poder fugindo para a Holanda. Com a derrota, a Alemanha caiu em uma profunda crise econômica (a inflação chegava a 30.000% a.m.). Com esse contexto foi proclamada a República de Weimar, que substituiu o II Reich.
Em Munique (1919) foi fundado o partido totalitário de nome Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães (ou Partido Operário Alemão, ou ainda Partido Nazista). Sua definição é de regimes totalitários (tudo para o Estado/tudo em nome do Estado), no qual, um único chefe, idolatrado pelo povo, centraliza o poder nas mãos e o exerce de forma ditatorial.
Várias das características do Nazismo se assemelhavam a do Fascismo, entre elas se podem citar: o nacionalismo extremado, o expansionismo ligado ao militarismo, o uso exagerado da propaganda para manipular as massas, o combate ao socialismo e o liberalismo e pregava um Capitalismo de Estado, no qual havia a propriedade privada e a intervenção do Estado na economia. Apesar de extremamente parecidos, esses regimes têm uma distinção fundamental: o racismo pregado pelos nazistas com base na superioridade da raça ariana, indo-européia.
Em 1933, Hitler obtém a vitória nas eleições parlamentares e chefia o gabinete, no poder ele dissolveu os partidos políticos, acabou com os sindicalismos e encheu os campos de concentração com os socialistas que eram perseguidos, assim como comunistas, homossexuais, ciganos, intelectuais e os judeus que mandava eliminar nas câmaras de gás.
Um dos artifícios usados por Hitler para dominação popular foi a SS que participou também de diversas campanhas militares como a invasão da França e da Rússia, seu principal comandante foi Heinrich Himmler.
A SS, através do seu braço de inteligência, as Sicherheitsdienst (SD), foram encarregadas de encontrar judeus, ciganos, homossexuais, comunistas e qualquer outra etnia ou culturas condenadas pelos Nazistas por serem considerados subumanos ou terem oposição ao regime, sendo deportados para os campos de concentração. Hitler se tornou um dos principais arquitetos do Holocausto, usando elementos míticos e uma opinião fanática na ideologia racista nazista para justificar o homicídio em massa e o genocídio de milhões de vitimas.
A partir da morte do presidente Hindenburg, Hitler acumulou o cargo de presidente e chanceler, iniciando sua trajetória rumo à formação do Terceiro Reich. O poder foi centralizado na figura do Füher (Hitler), os membros do partido nazista ocuparam todos os postos na administração pública e grandes manifestações nazi passaram a acontecer nas grandes cidades alemãs. O processo de concentração econômica através da formação de grandes corporações e cartéis foi estimulado pelo novo governo.
A principio, o partido obteve apoio de classes como a burguesia e pessoas assustadas com a crise do país, como os agricultores, estudantes universitários, os milhões de desempregados, ex-trabalhadores não especializados e ex-funcionários de escritórios que buscavam esperança.
Ao instalar o III Reich, Hitler e o partido nazista eliminaram seus opositores, iniciando a conquista militar do espaço vital, responsável direto pela eclosão da Segunda Guerra Mundial (1939-45).
Referências:
FARIA, E. M. Os signos por trás da ideologia: simbologia nazista. Artigo. Disponível em: http://www.historiaehistoria.com.br/materia.cfm?tb=alunos&id=393. Acessado em março de 2013
BLOCH, Marc. Apologia da História ou o ofício de historiador. Tradução de André Telles. Rio de Janeiro ; Jorge Zahar Editor: 2002.
CHEVALIER, Jean. GHEERBRANT, Alain. Dicionário de Símbolos. Tradução de Vera da Costa e Silva, Raul de Sá Barbosa, Angela Melim e Lúcia Melim. Rio de Janeiro; José Olympio Editora, 23ª edição, 2009.
DWORK, Debórah. JAN VAN PELT, Robert. Holocausto, uma história. Tradução de Marcos Santarrita. Imago Editora: 2002.

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