quarta-feira, 27 de março de 2013

Goebbels e os fundamentos da propaganda nazista


Joseph Paul Goebbels nasceu em 29 de outubro de 1897 em Rheydt, na Alemanha. Ele era além de profundo admirador de Hitler, um fanático pelo poder e acabou se tornando o ministro da propaganda nazista. Durante a época da faculdade já se podia perceber um nacionalismo exacerbado que fora então intensificado pelo resultado da Primeira Guerra Mundial. Foi na faculdade que o mesmo foi apresentado às ideias comunistas/socialistas. Em 1924 fez amizade com nacional-socialistas. Após ser reconhecido como bom orador que era foi feito administrador do distrito do Partido Alemão Nacional Socialista (NSDAP) de Trabalhadores em Elberfeld e editor de um magazine nacional socialista quinzenal.

Do período de 1926 até 1933 Goebbels tem papel fundamental para construção do poder nazista em Berlim. Em 1928 Hitler inclusive o nomeou como o diretor de propaganda do partido. Foi ele o responsável pela criação do mito do “Führer” (líder, dirigente) ao redor da pessoa de Adolf Hitler e a instituir o ritual das celebrações e demonstrações do partido, o que teve um papel decisivo para converter as massas ao Nacional Socialismo.


 

Goebbels, ministro da Propaganda do III Reich. 


Fundamentos da propaganda nacional-socialista, por Joseph Goebbels:
1. SIMPLIFICAÇÃO, OU DO INIMIGO ÚNICO: É importante adotar uma única ideia, um único símbolo. Transforme seu adversário em um único inimigo.

2. MÉTODO DO CONTÁGIO: Reúna todos seus adversários em uma só categoria, em uma soma individualizada. Todos seus inimigos devem ser só um (oposição).

3. TRANSPOSIÇÃO: Leve para os adversários seus próprios erros e defeitos, respondendo ataque com ataque. Se não puder negar as más notícias, invente outras que as distraiam.

4. EXAGERAR E DESFIGURAR: Aumente a proporção de uma história, por menor que ela seja contra você, em ameaça grave que seja ruim para os outros.

5. VULGARIZAÇÃO: Toda propaganda deve ser popular, adaptando seu nível ao menos instruídos dos indivíduos aos quais se dirija. Quanto maior a massa a convencer, menor o esforço mental a realizar. A capacidade receptiva das massas é limitada, sua compreensão escassa e tem grande facilidade para esquecer.

6. ORQUESTRAÇÃO: A propaganda deve limitar-se a um número pequeno de ideias e repeti-las incansavelmente, apresentando-as uma e outra vez, de diferentes perspectivas, mas sempre convergindo para o mesmo conceito, sem fissuras nem dúvidas (famoso bordão).

7. RENOVAÇÃO: Emita sempre, informações e argumentos novos a um ritmo tal que quando o adversário responda, o público já esteja interessado em outra coisa.

8. VEROSSIMILHANÇA: Construir argumentos a partir de fontes diversas, através de informações fragmentárias.

9. SILENCIAÇÃO: Encobrir as questões sobre as quais não tenha argumentos e dissimular as notícias que favorecem o adversário, contra-programando com a ajuda dos meios de comunicação afins. (Se algo estiver ruim e isso não seja a seu favor, aposte na propaganda e mostre que as coisas estão melhores ou melhorando, ainda que não estejam).

10. TRANSFUSÃO: A propaganda sempre opera a partir de um substrato preexistente, seja uma mitologia nacional, ou um complexo de ódios e preconceitos tradicionais. Trate de difundir argumentos que possam arraigar-se em atitudes primitivas.

11. UNANIMIDADE: Convença as pessoas de que elas pensam “como todo mundo”, criando uma (falsa) impressão de unanimidade.


Referências:

ARAÚJO, D. V. Propaganda Nazista. Monografia – Centro Universitário de São João da Boa Vista –UNIFAE. 2006. Disponível em: http://www.fae.br/cur_publicidade/Literaturas /2006/Propaganda%20Nazista.pdf Acessado em março de 2013.

Goebbels e os fundamentos da propaganda nazista. Website. Disponível em: http://direitasja.com.br/2013/02/23/goebbels-e-os-fundamentos-da-propaganda-nazista/Acessado em março de 2013.


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